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O serviço de custódia sempre fez parte da atividade bancária, se resumindo, em seus primórdios, à guarda de cheques e duplicatas nos cofres dos bancos. No final da década de 80, quando foram autorizados a investir no Brasil os primeiros fundos e carteiras de investimento de investidores estrangeiros, as instituições financeiras brasileiras começaram a estruturar áreas especializadas na prestação de serviços para este tipo de investidor. O serviço de custódia apresentou um grande crescimento nos anos 90 com a entrada de investidores estrangeiros através do chamado "Anexo IV" e, já no final da década, pelo crescente interesse dos investidores institucionais locais (fundos de pensão, administradores de fundos de investimento, seguradoras, empresas etc) em contratar instituições especializadas na prestação do serviço. Conceitualmente, o serviço de custódia compreende a liquidação física e financeira dos ativos, sua guarda (entendendo-se como controle, conciliação e movimentação dos ativos) bem como a administração e informação de proventos associados a estes ativos. A partir de 2000, no entanto, o conceito do serviço de custódia se expandiu com a criação do serviço de Custódia Qualificada, que culminou com o lançamento do Código de Autorregulação do Serviço de Custódia Qualificada da ANBID em 2004. Para ser um prestador de serviço de Custódia Qualificada, não basta à instituição exercer as atividades básicas descritas acima, mas também prestar o serviço de forma profissional e habitual, o oferecê-lo independentemente de outros serviços prestados pela instituição. As instituições financeiras que prestam o serviço de custódia qualificada, também oferecem uma série de outros serviços de suporte de investimentos para investidores qualificados em geral (fundos de pensão, empresas de gestão de recursos, seguradoras, tesouraria de empresas etc). Estes serviços vão desde cálculo de cotas de fundos até a contabilidade de um fundo de pensão, passando por controladoria de ativos e passivo de fundos de investimento, cálculo de indicadores de risco, emissão de relatórios para órgãos reguladores e fiscalizadores. Para tanto, possuem equipes especializadas, tecnologia de processamento de ponta, completa segregação de funções e planos de contingência constantemente testados e aperfeiçoados. Essas instituições estão reunidas na Comissão de Serviços Qualificados ao Mercado de Capitais da ANBID, que busca promover ações e práticas que possibilitem a maior eficiência, profissionalismo, segurança e menor custo dos serviços prestados ao mercado de capitais.
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